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SEQÜESTRO - UMA QUESTÃO DE OPORTUNIDADE PAULO RICARDO PINTO FRANCO Ano 2001 – BM/RS INTRODUÇÃO No Rio Grande do Sul nunca se esteve tão perto de uma das fases que formam a evolução do seqüestro no Brasil, a qual apenas tínhamos notícias e experiência raras. O que a realidade nos aponta é que a quarta fase a qual vive São Paulo e Rio de Janeiro, a muito tempo, está surgindo em nosso Estado, o que nos leva através deste trabalho, a alertar sobre o nosso futuro. Será que chegaremos aos índices de assalto a veículos e como conseqüência a morte ou seqüestro das vítimas em relação a estes Estados. Esse trabalho se destina a alertar sobre o risco do aumento do percentual a qual passaremos a enfrentar em curto espaço de tempo. AUTORO
autor responsável por este trabalho, reúne os seguintes Cursos e Qualificações: -Curso
de Ações Básicas de Segurança Pública-SJS-BM-RS 2000/2001; -Curso
de Ações Táticas Especiais-TIGRE-PM-PR-2001; -Curso
Básico de Escalada em Rocha-(civil) 1998; -Curso
de Defesa Pessoal-1983 a 1989- (civil); -Curso
de Instrutores de Direitos Humanos- pelo Comitê Internacional da Cruz
Vermelha e Ministério Público-2001; -Curso
de Negociação de Crise com Reféns-PM-SP-2001; -Curso
de Oficiais da Reserva do Exército-CPOR/PA-1989; -Curso
de Operações Especiais com Integrantes das Tropas de Operações
Especiais-TOE-Argentina-1997; -Curso de Operações Especiais na SWAT-Flórida-EUA-1996; FASES DO SEQÜESTRO NO BRASIL AO LONGO DO TEMPOA primeira se deu com o seqüestro em 1969, do Embaixador Norte Americano Charles Elbrick, e tinha exigências políticas. A segunda com os grandes empresários e banqueiros como vítimas, passando de interesses políticos para financeiros. Com o seqüestro de Roberto Medina, em junho de 1990, marcou o início de uma outra fase (terceira), onde os criminosos mudaram de alvo. As vítimas passaram a ser pequenos e médios empresários, comerciantes e profissionais liberais. O valor de resgate diminuiu e o número de casos cresceu. A quarta fase a qual nos interessa na atualidade, caracteriza-se pelos últimos fatos que vem acontecendo, onde é marcado pela banalização dos seqüestros, em que entram em cena os criminosos oportunistas, sendo de difícil definição, quais serão suas próximas vítimas (oportunidade). È nessa fase em que o Rio Grande do Sul se esbarra diretamente, pois nas últimas semanas tem ocorrido, que pessoas são levadas a força de suas residências, trabalhos, cinemas e supermercados, etc. Essas terão que somar as suas vidas uma jornada psicológica, às vezes por mais de vinte quatro horas, dentro do porta-malas de seu próprio veículo, onde poderá culminar com sua libertação (traumas como conseqüências) ou em sua execução ( medo de reconhecimento ou reação da vítima). Nessa jornada em que, muitas vezes, a pessoa algemada e encapuzada é obrigada a divulgar sua senha do banco, para seus algozes poderem sacar seu dinheiro ou até mesmo indo lado a lado até um banco vinte quatro horas. O contato com os “seqüestradores históricos”, mentalmente perturbados, políticos e terroristas, vem muito pouco acontecendo, atualmente, e quando surge, a polícia de uma maneira hábil, tem resolvido rapidamente a situação. O preocupante é que hoje o oportunista comete o seqüestro relâmpago e não raramente acaba executando suas vítimas, como se isso fizesse parte do ¨modus operantes” , ou com a intenção do resguardo de sua identidade. Esses são, muitas vezes, incentivados pela facilidade em que sua futura presa o proporciona ( oportunidade ).. MEDIDADAS PREVENTIVAS EM VEÍCULOS PARA EVITAR SEQÜESTROS1- À noite, procure entrar em sua garagem, após checar o local, se necessário, dê uma volta no quarteirão, passando sem parar em sua casa;2- Ao chegar na garagem de um edifício, fique atento à presença de carros ou pessoas próximas à porta, principalmente se essa for do tipo de abertura automática; 3- Ao sair ou chegar a um estacionamento, procure olhar ao redor, prevenindo-se da aproximação de pessoas suspeitas; 4- Ao sair do estacionamento de um banco, verifique os pneus de seu carro; 5- Quando estacionar o veículo, procure protegê-lo com travas e alarmes, além de colocá-lo em locais iluminados e de preferência bem visível; 6- Jamais dê carona a estranhos; 7- Em caso de presenciar ações suspeitas, não participe descendo do seu veículo. Em muitos casos, colisões e brigas de trânsito são para fazê-lo parar e sair do automóvel; 8- Suspeite e evite carros à sua frente trafegando lentamente com dois ou ocupantes; 9- Evite longas viagens desacompanhados; 10- Em caso de defeito no veículo, procure estacionar em locais seguros, para ,então, poder repará-lo. È preferível perder um pneu cortado do que todo o carro ou até mesmo a vida; 11- Procure transitar com o vidro parcialmente ou totalmente fechado; 12- Procure não transitar com o braço para fora do veículo ostentando relógios ou jóias valiosas; 13-Na estrada, procure passar mudando de faixa por sobre passarelas e pequenas pontes para evitar que criminosos atinjam o pára-brisas de seu veículo com pedras ou objetos, forçando-o a parar; 14- Se for obrigado a parar em local ermo por motivo de defeito no veículo, fique atento e tenha sua arma pronta para uso; 15- O porta-luvas do carro não foi desenhado para guardar sua arma. Mantenha-a próxima ao corpo e a mão, pois assim, terá condições de sacá-la rapidamente e em segurança, se necessário; 16- Lembre-se crianças, idosos ou mulheres com crianças no colo, poderão ser cúmplices; 17-Procure variar sua rotina e horários de sua casa para o trabalho e vice-versa; 18- Acompanhe o fechamento dos portões eletrônicos de sua garagem. É um momento de extrema vulnerabilidade do qual os assaltantes se aproveitam; 19- O alarme mais recomendado é aquele o qual, depois de acionado, com o carro em movimento, para após 45 ( quarenta e cinco ) segundos, pois evita o roubo e protege a vítima. É comum quando não se consegue fazer funcionar o veículo o criminoso tornar-se violento, podendo investir contra a vida da vítima; 20- Lembre-se não existe local e/ou horário seguro. JAMAIS PODEREMOS ESQUECER QUE PARA SERMOS VÍTIMAS, BASTA UMA QUESTÃO DE OPORTUNIDADE ORIENTAÇÕES PARA SITUAÇÕES EM CASO DE REFÉNS - Mantenha-se calmo; - Não resistir; - Cumprir as ordens do seqüestrador; - Não discutir atitudes ou providências da família; - Fazer anotações mentais de todos os movimentos, deslocamentos, placas, avisos, cheiros, ruídos, etc; - Guardar características dos seqüestradores, sotaques, hábitos, gírias, etc; - Somente tentar fuga, após uma real avaliação das possibilidades de êxito; - Evitar comentários provocadores; - Lembrar que os seqüestradores tentam o “domínio psicológico” sobre o seqüestrado; - Evitar a empatia; - Tentar controlar e contornar as humilhações com o poder mental; - Não deixar de dar respostas nos interrogatórios sobre conta de banco, senha, etc. Pensar, analisar e ser coerente; - Tentar manter o senso de humor; - Não dar as costas para o seqüestrador armado; - Não tratar diferente as mulheres que participam do seqüestro, pois o tratamento deve ser igual ao do homem. JAMAIS PODEREMOS ESQUECER QUE PARA SERMOS VÍTIMAS, BASTA UMA QUESTÃO DE OPORTUNIDADE REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS - Anotações do Curso CPOR/PA - Exército Brasileiro-1989; - Anotações do Curso de Ações Táticas-GATE-MG-2000; - Anotações do Curso de Operações Especiais nas Tropas de Operações Especiais –TOE - Santa Fé - Argentina; - Apostilas do Curso de Ações Básicas de Segurança Pública-SJS-BM-RS-2000; - Apostilas do Curso de Ações Táticas Especiais-TIGRE-Polícia Civil-Paraná-2001; - Apostilas do Curso de Instrutores de Direitos Humanos do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e Ministério Público-2001; - Apostilas do Curso de Negociação de Crise com Reféns-PM-SP2001; - Apostilas do Curso de Operações Policiais Especiais na SWAT-EUA-Flórida-1996; - Cabral, Paulo César Souza. O Sistema de Defesa Social - Aprendendo a Gerenciar Crises. Salvador 1996; - Monteiro, DPF Roberto da Chagas. Manual de Gerenciamento de Crises. 4ª Edição 2000; - Trabalhos do Curso de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar do Paraná, 1994; - Souza, Wanderley Mascarenhas de, Gerenciando Crises em Segurança. 1ª Edição - Junho de 2000. |
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