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Nome: Paulo Tadeu Rodrigues Rosa
Data: 11/02/2002
E-mail: pthadeu@universe.com.br
Profissão: Advogado e Professor
Assunto:
Senhor Editor,
Como estudioso de segurança
pública saiba que fico muito contente em ver os artigos de nossa autoria
publicados em seu conceituado site. Agradeço e muito as oportunidades que
foram concedidas. Parabéns pelo conteúdo do site, que tem se mostrado de
qualidade, possibilitando o estudo e a divulgação das idéias relacionadas
com o direito militar.
Cordialmente,
Resposta:
Agradecemos as referências do
prezado colaborador, principalmente pelo incentivo que vem dando ao nosso
trabalho. São estas manifestações que nos incentivam a continuar com a
nossa luta em benefício da prestação de uma segurança pública melhor e
mais qualificada ao nosso sacrificado povo. Obrigado e um grande abraço.
Nome: Davi
Liduvino - São Paulo - SP Data:04/04/2002
E-mail:
Profissão:
Assunto:
Muito se fala em resolver problemas de
segurança mas pouco ou nunca se ouviu falar em eliminar estes problemas em
suas origens, ou seja, no nascimento de cidadãos com remotíssimas chances
de prosperar. Pode-se falar em educação e recuperação de cidadãos com
desvio de conduta, mas é científico o fato do nosso aprendizado se dar, em
estrutura, até os 7 anos de idade. Sendo lamentáveis a educação
pública e o ambiente escolar , além da influência nefasta dos familiares,
é remota a recuperação de cérebros infectados pelo câncer da miséria
(falta de fósforo, péssimas influências da comunidade, maus tratos dentro
e fora de casa , etc.). A forma de um jarro de barro deve ser dava quando
ele ainda está maleável; depois fica muito difícil eliminar os traumas
quando o jarro endurece. Seria muitíssimo interessante um programa para o
controle da natalidade aplicado a jovens a partir dos 12 ou 13 anos ( não
resolve nada achar um absurdo, pois quem rege a sexualidade são os hormônios,
que se manifestam intensamente nesta idade; moralistas e religiosos são
competentes em outras atividades ), como os anticoncepcionais subcutâneos
que liberam substâncias no organismo durante 3 anos e que poderiam ser
controlados, como são as carteiras de vacinação, até os 18 ou 21 anos,
ou até que a jovem se estruture em sua vida escolar e profissional. Seria
interessante também, nas famílias com renda inferior a, por exemplo,
R$200,00 por membro, a laqueadura e/ou vasectomia compulsória com reversão
(grampo ou presilha) ou não, dependendo do número de filhos e da estrutura
familiar. Infelizmente as informações disponíveis nos meios de comunicação sobre controle de
natalidade são muito pouco eficientes, verificadas a lascividade e as
preocupações com assuntos sem importância (muitas vezes medíocres) das pessoas que seriam o alvo das campanhas.
A Constituição reza pela autorização destas cirurgias apenas a
partir dos 25 anos e o mínimo de 2 filhos, mas nesta fase muitas famílias
já estão condenadas à miséria. A limitação do número de filhos tem
muitas vantagens para as famílias e para os cofres públicos. Para as famílias, as
vantagens são econômica, psicológica (um ambiente com muitas pessoas
passando necessidades é pesadíssimo), principalmente para as crianças,
que serão melhor alimentadas, receberão mais atenção dos pais e terão
muito mais chances de prosperar nestas condições, quebrando ou atenuando o
ciclo de miséria de cada geração. Para o Estado, e para os cidadãos em
geral, os custos com divulgação, medicamentos, pessoal de campo e equipe médica
serão muito menores que os gastos com postos de saúde, hospitais, corpo
policial, presídios, limpeza pública, recuperação de bens públicos,
transporte público, processos nos tribunais, furto de água e luz, recuperação
de ambientes que não deveriam ser ocupados, e outros tantos gastos que gera
uma sociedade desorganizada e descontrolada. Uma campanha de esclarecimentos
pelos meios de comunicação e atitudes do Governo podem gerar ótimos
resultados a médio e longo prazo. Um Estado é forte pela qualidade de seus
filhos; nunca pela quantidade. A prevenção é muito menos dolorosa do que
esta quimioterapia pesada em que estamos vivendo.
Resposta:
A polícia não é a única responsável
pelos problemas que hoje existem em relação à segurança pública. Tens
razão ao enumerar uma série de outros problemas que influenciam no
comportamento social e que determinam não apenas a criminalidade, mas, também,
a ocorrência de outros fatos que, embora não criminalizados, se apresentam
como nocivos à sociedade que precisa ser organizada conforme padrões de
respeito entre as pessoas. Entendo como positiva esta percepção da
realidade policial que abordas, visto que demonstra que as comunidades
compreendem que, além das mudanças estruturais das polícias, urge que se
invoquem e se procedam, concomitantemente, outros questionamentos cujas
respostas serão decisivas se quisermos a segurança pública sob controle e
realmente voltada ao bem estar da sociedade.
Abordas, no entanto, a questão do controle da natalidade pela
esterilização ou por outros meios, cuja discussão tem-se mostrado polêmica,
principalmente em segmentos religiosos da nossa sociedade. É evidente que
estes segmentos, ao se posicionarem contra os diversos métodos
anticoncepcionais, acabam indiretamente por influenciar no aumento da
natalidade. Já a laqueadura ou vasectomia compulsórias, esbarrariam, em
questões de direito, considerando-se que determinaria a perda de uma função
do indivíduo, constituindo-se em crime, em tese, de lesão corporal grave
este procedimento. De qualquer maneira, como atualmente se discute alterações
na legislação penal em nível de Senado e Câmara, seria o momento de os
assuntos serem encaminhadas.
A discussão sobre este assunto deve, pois, ser conduzida de forma
pragmática, menos emocional e, até acrescentaria, menos idealizada. Isto
é indiscutível que precisa ser considerado.
Obrigado pela sua participação e um grande abraço.
Nome:
Berilo Data: 13/09/2002
E-mail: beriloao@bol.com.br
Profissão:
Assunto:
O Cel José Vicente da Silva Filho
merece ser destacado no seu saite!
Sr. Cel Alberto Landa, me desculpe, mas sua visão de Polícia está
totalmente ultrapassada. Creio que o senhor deveria ler os artigos
do Cel Vicente (Instituto Braudel.org.br) para escrevê-los de forma
menos corporativista. A polícia deve ser sim unificada para ser eficiente.
Se o senhor verificar sua instituição policial militar, bem como as demais
no Brasil, seja civil ou militar, verá que ela 'trabalha pra dentro', ou
melhor, os problemas internos são tantos...que o foco volta-se
para administrá-los...a comunidade, ora, ela que se vire... Não me tenha
mal, mas é a pura verdade. Um dia o senhor entenderá...
Resposta:
O título da sua correspondência
assim colocado dá a impressão de que eu em algum momento já repudiei
artigos do Cel. José Vicente ou a ele próprio. Apesar de já ter
conversado pessoalmente e com ele ter discutido, ainda que superficialmente,
o assunto da unificação das polícias, nunca ele me pediu espaço na página.
Ainda assim, o saite está ao dispor dele e de qualquer pessoa que queira usá-lo,
bastando para isto contatar-me. Se não reproduzo seus artigos é porque
estando eles disponíveis em outra página, seria um desperdício de espaço
colocá-los em mais uma. A propósito, o Cel. José Vicente dispõe de uma página
pessoal cujo endereço é www.josevicente.com.br,
através da qual eu tomo conhecimento das suas idéias, razão porque a sua
crente mas precipitada recomendação de que eu deveria ler seus artigos
fica desconsiderada.
Não há tampouco, nenhuma razão para pedir-me desculpas pelo simples
e único fato de discordar de mim, caro Berilo. Minha formação quer na área
profissional, quer na área cultural, me deu condições de respeitar e, em
alguns casos, até defender pensamentos diversos dos meus. Não me atrevo a
considerar ultrapassada uma idéia apenas pelo fato de que ela não coincide
com o que eu penso. Nunca, também, me tive como dono da verdade por mais
pura que ela pareça porque, no campo das idéias, ela sempre deverá ser
relativizada. Sempre convivi com idéias diferentes e nunca pretendi impor
as minhas. Portanto, sendo a sua posição convicta e detalhada na
correspondência, não peça desculpas por ela. Defenda-a expondo sem
qualquer receio dos que pensam diferente de si. A contradição é que,
necessariamente, produz o movimento e é capaz de transformar dialeticamente
o mundo.
Eu não entendi, confesso, a sua expressão “Creio que o senhor
deveria ler os artigos do Cel Vicente ... para escrevê-los de
forma menos corporativista” (os destaques em negrito e
sublinhados são meus). Assim colocada, a expressão passa a idéia de que o
senhor me está propondo que eu escreva os artigos do Cel. José Vicente só
que de forma menos corporativa o que, convenhamos, seria um absurdo. Da
mesma forma, infere que os artigos do Cel. José Vicente é que são
corporativos. É isto mesmo ou o senhor quis dizer que os meus artigos é
que são corporativos e deveriam ser reescritos?
Se o senhor tivesse bem interpretado os meus escritos teria visto que
em nenhum momento me declaro contra a unificação das polícias, mas, sim,
defendo o estabelecimento do ciclo completo de polícia para todas as
organizações independentemente de quantas existam, tal como acontece em
outros países como França, Inglaterra, Estados Unidos, onde há cerca de
16.000 polícias, Espanha, Portugal, Canadá, etc.
Dimensionar dessa maneira a unificação das polícias acreditando que
esta é uma medida milagrosa é desconhecer que transformações são necessárias
e urgentes em inúmeros outros setores da administração pública, bem como
nas posturas comportamentais das pessoas. O que precisa ser discutido,
portanto, não é a unificação somente, visto que esta medida não terá o
poder de modificar o atual estado de coisas. Esta discussão está servindo
apenas para que outras coisas bem mais importantes sejam convenientemente
desconsideradas ou mascaradas pelos governos em todos os níveis, como a
questão salarial das polícias estaduais, por exemplo, sem o quê, nunca
teremos polícias eficientes independentemente de unificação ou não.
É de se esperar que, agora, aproveitando a lembrança do Cel. José
Vicente na condição de membro do Ministério da Justiça, ele se empenhe
em lutar pelo nivelamento dos salários dos policiais estaduais com os salários
dos policiais federais. A unificação salarial poderia ser um bom começo
para que, depois, se discuta a unificação das polícias em todos os níveis
caso estudos sérios e com bases científicas isto venham a recomendar.
Um grande abraço e obrigado pela sua visita ao saite e pelas sugestões
que, sem dúvidas, serão consideradas.
Nome:
Álvaro
Data: 05/03/2003
E-mail: sargalvaro@bol.com.br
Profissão:
PM e Vereador
Assunto: Informação
Gostaria de saber do Cel. porque se cultua nas PMs, a divisão de
valores entre oficiais e praças, como se fossem duas classes distintas, o
Of. busca sempre um defeito e por mais que o praça faça tudo direito,
correto, não dá o devido estímulo? E outro assunto tem relação com o
grande índice de alcoolistas na corporação por que fazem da atividade PM uma
atividade tão estressante e pouco valorizada?
Agradeço e parabenizo por esta brilhante pagina, e gostaria que mais
informações acerca dos direitos dos PMs, como servidor de seu Estado.
Resposta:
Esta
cisão (prefiro este termo à divisão) entre classes
foi alguma coisa maquinada por políticos inescrupulosos e com interesses
duvidosos com a intenção de dividir internamente corporações. Conseguido
o intento e estabelecida a cisão, as organizações perdem força e os
políticos têm mais facilidades em dominá-las. Isto sempre aconteceu ao
longo da história e as polícias militares não estão imunes à medida. Na
prática, no entanto, esta divisão, pelo menos na Bragada Militar que eu
conheço bem, não ocorre. Não se pode confundir divergências naturais
ocorridas entre membros de graus hierárquicos diferentes, o que
existe em qualquer organização no mundo inteiro, com cisão. Alguns
grupos, uns por interesses subordinados a políticos ou ideologias, outros
por absoluto desconhecimento da realidade, se prestam a dar a esta comum e
natural existência de graus hierárquicos uma conotação de que é
absolutamente impossível a convivência harmônica e salutar entre as
pessoas de uma mesma organização. O que é preciso é que os membros
das organizações, hoje divididos e cada um defendendo uma coisa diferente,
se dêem conta disto e se unam para obter os resultados que pretendem,
adquirindo consciência de que a cisão e os desentendimentos, longe de
fortalecê-los, os enfraquece e mais facilmente são submetidos aos
interesses duvidosos de outras classes que têm interesse nesta divisão.
Aqui no RS, por exemplo, as associações representativas dos diversos
grupos se deram conta disto e já há entendimento para a condução
conjunta dos anseios comuns das categorias. Com isto houve maior
fortalecimento dos policiais militares e não se procura nivelar por baixo
as exigências e os direitos como antes ocorria. Ao contrário de se
nivelar todos pela miséria, procura-se fazer o nivelamento pelos que estão
melhor aquinhoados, tentando que os direitos, iguais, atendam os anseios
sempre pelo que de melhor existe e se pretende.
A questão da falta de estímulo não é, tampouco, algo que deva ser
atribuída a qualquer membro da classe de policiais. O maior exemplo disto
é a questão salarial, de responsabilidade dos governantes e não dos
oficiais ou de qualquer outro membro da corporação. Apenas para exemplo de
tratamento diferenciado e discriminatório, cito o caso das polícias
Federal e Rodoviária Federal, cujo salário inicial das carreiras supera os
3.000 reais, enquanto nas polícias estaduais, na maioria delas pelo menos,
mal supera 10% disto. Por isto eu insisto na necessidade de que seja
reimplementada nas PMs uma consciência social e corporativa para que a
união entre as diversas associações de classes passem a buscar a
equiparação salarial, por exemplo, com as polícias federais. Esta poderia
ser uma causa a qual o prezado amigo, na condição de vereador, poderia
debater-se, porque é absolutamente despropositada humana e
profissionalmente, que tenhamos tratamentos tão diferenciados entre
corporações que, a rigor, executam o mesmo trabalho.
Quanto ao grau cada vez maior de policiais que se jogam ao alcoolismo
e a outras drogas, inclusive ilegais, realmente é preocupante e está na
hora de as autoridades começarem a ter uma maior preocupação para com o
problema. Aqui no RS a drogadição vem sendo tratada como doença,
reconhecida que é pela organização mundial da saúde. É um interessante
tema que deve ser debatido amplamente sempre no sentido de recuperar o
indivíduo para que ele volte a ter auto-estima. Assim, eu não diria que a
atividade policial é tornada estressante, mas que ela é estressante por
natureza. Daí a necessidade de maior preocupação para com o problema.
Grato pelo contato e cumprimentos pela sua preocupação para com assuntos
tão relevantes.
Nome:
Fernando Melo
Data: 10/03/2003
E-mail: fernandomelo@mdnet.com.br Profissão:
Sec. Seg. Púb. Acre/Deputado
Assunto:
Senhor
Alberto Afonso,
De ante mão gostaria de agradecê-lo pelo contato. Fico bastante
feliz e
fortalecido em poder contar com a experiência de pessoa de seu quilate.
Parabéns pelo trabalho. Uma verdadeira demonstração de compromisso com a
vida e
com a sociedade. Que Deus lhe conserve e proteja.
Atenciosamente
Fernando Melo
Resposta:
Agradeço
as palavras gentis. São estas manifestações que nos incentivam a
continuar com o nosso trabalho. Obrigado.
Nome:
Moisés
Data:
11/05/2003
E-mail:
kingsbill@bol.com.br
Profissão:
Investigador de Polícia (SP)
Assunto:
Caro colega Afonso...
Gostei de seu site, devemos nos unir para que todas as Classes
Policiais se fortaleçam com a união a nível Brasil, e reconheçam nosso
trabalho árduo e de grandes riscos que podemos sofrer, tenho bastante ítens
relacionados a nossa carreira,logicamente o principal, seria um salário
digno.
Um grande abraço...
Moisés Resposta:
Há muito tempo, prezado
Moisés, vimos insistindo na idéia de que as polícias devem estar unidas
na busca dos seus interesses e dos das comunidades. Tens razão, pois, na
tua observação, pois só seremos fortes se formos unidos. O restante,
inclusive os nossos interesses salariais, será atendido, com certeza quando
demonstrarmos força pela união. Que bom que isto é comungado por outros
colegas como tu. Obrigado. Nome:
Diogo Mendonça
Data: 28/05/03
E-mail:
Mendoncarj@aol.com
Profissão:
Assunto:
Dor de perder um pai
Bom
dia! Me chamo Diogo Mendonça tenho 19 anos moro no Rio de Janeiro. Sou
filho de um sargento PM morto em serviço no dia 12/12/2001 num local
denominado fazendinha no Complexo
do Alemão. Dói muito ter meu melhor amigo morto e ninguém toma nenhuma
providência. E até hoje não se tem um suspeito.
Agradeço ao senhor ter criado esse site , por que só se vê falarem
mal de policiais e nunca bem.
Que o senhor continue com esse trabalho bonito e que Deus ilumine ao senhor
,sua família e a todos os policiais
Um Grande abraço.
Diogo Mendonça Resposta:
Fiquei sensibilizado ao saber que, muito cedo,
foste privado do convívio do teu pai que, demonstras, amavas muito.
Tocou-me o teu sentimento. A dor da perda de qualquer pessoa querida é
impossível de ser dita porque o sentimento nunca estaria adequadamente
traduzido, portanto, não vou falar sobre isto, até porque a tua compreensão
é imensamente maior do que a minha. Solidarizo-me contigo, com a tua dor
e com a falta que que o teu pai e amigo te faz.
Trabalhei trinta e cinco anos na PM do Rio Grande do
Sul e vi uma razoável quantidade de colegas e amigos tombarem ou ficarem
inutilizados pela insanidade de outras pessoas. Trago ainda todos eles na
minha lembrança. Além de irreparáveis estas perdas, lamenta-se,
também, o descaso e o esquecimento destes companheiros por parte,
principalmente, de governos e mais governos que se sucedem e preferem,
paradoxalmente, dar mais atenção aos algozes destes nossos indigitados
colegas.
Compreendo a tua dor, prezado amigo, mas certamente
teu querido pai, em algum lugar privilegiado junto a Deus, está a olhar
por ti e por tantos outros companheiros que, na luta diária contra o
crime, arriscam suas vidas anonimamente e continuam a ser incompreendidos
como profissionais, como pais, como irmãos, como filhos e como amigos. Nós,
ao contrário, continuamos sempre solidários.
Com certeza teu pai, onde estiver, está orgulhoso de
ti, em especial pelo amor e pelo carinho como te lembras dele.
Recebas um grande e fraterno abraço e a minha
solidariedade.
Nome:
Sixsat
Data:
16/03/2005
E-mail:
Profissão:
Assunto: Socorro
Não me sinto segura em revelar o nome do meu filho no seu site, mas peço
ajuda no sentido de direitos humanos. Preso em 10/03/05 no Rio de Janeiro,
envolvimento em seqüestro, foi espancado e terá novo interrogatório com
nova seção de tortura. É difícil o Estado aplicar a pena justa. Recorrer à
investigação com direito à defesa, seja paga ou gratuita, pago advogada,
já não tenho mais dinheiro, fui casada com um oficial do Exército e peço
que entenda que eu sei o que é ser correto, ou seja, o que a disciplina
militar cobra de uma família, de sua corporação. Infelizmente meu filho
estava no local errado e acabou envolvido nesta desgraça. Me oriente onde
eu posso pedir ajuda. Neste interrogatório, a sua advogada pode estar
presente? Ou quem poderá impedir a ação dos covardes? Me ajude, por favor!
Não divulgue o meu e-mail.
Que Deus o abencoe!
Agradeço o espaço.
Sixsat
Resposta
Prezada
senhora:
A ajuda a senhora pode conseguir junto ao Ministério Público, a quem pode
recorrer. Quanto à advogada, ela pode participar do interrogatório.
Se a senhora, ou no caso o seu filho, está sendo assistido por advogada,
esta tem a obrigação de prestar toda a assistência jurídica necessária,
inclusive informando-lhe dos seus direitos e dos recursos que podem ser
impetrados junto ao juízo competente. Se ela não está fazendo isto, troque
de advogado.
Se a senhora não tem dinheiro para constituir advogado, pode recorrer à
defensoria pública que o Estado disponibiliza, não tendo isto qualquer
custo.
Dr. Afonso:
Agradeço suas palavras. Eu realmente estava
muito aflita e a advogada já tomou as providências solicitando corpo de
delito e o acompanhará no depoimento. Eu não sabia que era com o juiz. Vou
fazer um agradecimento em sua página pela pronta resposta em meu auxílio.
Mostra que neste mundo ainda existem pessoas sérias dispostas a ajudar o
seu semelhante.
Deus o recompensará, obrigada!
Sixsat
Prezada senhora:
Não há o que agradecer, fico feliz em poder ter ajudado. Estou ao dispor
e espero que tudo seja solucionado a contento.
Nome: O Quinto
Poder
Data:
17/03/2005
E-mail:
contato@oquintopoder.com.br
Profissão:
Assunto:
Agradecimento
Sr. Cel.:
Seus artigos são brilhantes e em muito ajudam a classe Policial. Muito
obrigado pela colaboração.
Atenciosamente.
O Quinto Poder
Nome:
Timewarrior
Data:
21/08/2005
E-mail:
timewarrior@ig.com.br
Profissão:
policial militar
Assunto:
carta aberta, desabafo
Sou policial militar reformado da PMERJe é com grande tristeza e profunda
decepção,que vejo todo o esforço e sacrifício que fiz durante mais de 20
anos de luta,10 dos quais no Nucoe/Coe/Cioe/Bope, deixando o convívio com
minha família relegado à segundo plano, para lutar por uma causa que eu
acreditava ser válida; uma sociedade em que minhas filhas pudessem viver
melhor, com mais justiça social, liberdade, saúde, lazer e educação, mas
vejo hoje que foi tudo em vão,pois o que todos podemos ver são pessoas sem
escrúpulos, brandindo bandeiras de direitos humanos, mas somente quando as
pseudo vitimas são marginais e que a mídia divulga terem sido executadas
pelas forças de segurança pública, como se fossem vitimas inocentes e não
o que realmente são, monstros que quando armados e em maioria, não hesitam
em
submeter cidadãos de bem à sua sanha assassina e sanguinária, cidadãos
estes que são esquecidos por aqueles defensores de direitos e, tambem,
pelas autoridades constituídas, pois, como diria Golda Meir, grande líder
israelense, para se combater o crime se faz necessário ações
estrategicamente planejadas e ao diabo com as regras! E não ações
pirotécnicas inócuas, que nada resolvem a não ser servir de palanque para
discursos hipócritas e demagógicos, criando cortinas de fumaças, para
esconder os problemas existentes e a incompetência e a incapacidade de
resolvê-los, pois restaurantes, futebol, farmácia a 1 real nada
resolvem, porque se tais artifícios são necessários (e a população assim
os vê} é porque não há trabalho para que as pessoas possam, de maneira
digna, sustentar aos seus e, desta forma, reduzir o número daqueles que em
desespero famélico caem nas teias do crime, mas, como gerar empregos em um
país dominado pela
corrupção, pois como podemos verificar, com os recentes escândalos de
malas de dinheiro de origem obscura trocando de mãos, com a alegação de
serem originadas do mercado da fé, ou cuecas recheadas de dólares, ou
ainda mesadas milionárias para se comprar fidelidade política, ou
paternalismo demagógico
como fome zero que dá o peixe, mas não ensina a pescar, como se diz no
adágio popular e o espetáculo revoltante e deprimente de vermos aqueles
que teoricamente deveriam representar a vontade popular fazendo
discursos apregoando ética e honestidade e, momentos após, posando na
primeira página
como envolvidos em alguma falcatrua, obrigando-nos a duvidar da seriedade
das instituições e de seus propósitos, haja vista que em todos os níveis
governamentais nomeiam-se apadrinhados e apaniguados, para preencher
cargos governamentais em detrimento da qualificação técnica, como pudemos
observar em
Furnas/Itaipu, em que o critério de nomeação foi o "QI" {quem indica} e
não a capacitação técnica, conforme fartamente divulgado na imprensa, mas
o que se esperar de elementos em que a coisa pública é ferramenta, não
para desenvolver um país de gigantesco potencial como o nosso e, sim, para
atingir
objetivos e atender vaidades e ambições pessoais, ainda que disfarçadas de
objetivos democráticos em que muitos falam de direitos e, alguns poucos e
nobres abnegados ainda lutam pelos deveres a exemplo negativo do casal
diminutivo {será este diminutivo,um reflexo involuntário de personalidade,
ou de incompetência, ou de pequenez mesmo?} que governa{?} o estado do Rio
de Janeiro, em que em detrimento da valorização do profissional de
segurança pública, de seu aprimoramento profissional, escudam-se em apelos
populistas, visando alavancar a candidatura do sr. diminutivo à
presidência da república e alegando uma pseudo falta de recursos, anunciam
com grande estardalhaço e fanfarras, o generoso reajuste de 17% dos
salários, parcelados em 5 vezes, o que nos soa como deboche ou achincalhe,
deixando ainda de fora de tão bondoso gesto pensionistas, daqueles que
deram a sua vida para que os que estão no poder pudessem aí estar, sem
serem mortos ou violentados por aqueles a quem tão ciosamente protegem,
assim como à nível federal, aqueles que se dedicam a este BRASIL, são
escorraçados e
apontados como agentes e causa das mazelas criadas por seus próprios
detratores, pois as denúncias de delitos diversos explodem como fogos de
festas juninas, mas após um tempo são encobertas ou quando muito
apresenta-se um bode expiatório, sobre o qual joga-se toda a culpa, mas
como levar-se a sério tais apurações,quando vemos fatos tais como:caso
Staheli; anões do orçamento; diretório de Campos; prestação de contas dos
{DES}governos Garotinho/Benedita; caso Chiquinho da Mangueira; caso
Waldomiro Diniz, somente para citar alguns em universo tão vasto de fatos
negativos que deveriam envergonhar a todos, mas que infelizmente não o
faz, até aonde nossa sociedade irá sujeitar-se a tais absurdos, que vejo
agora coroados com o atestado de incompetência e irresponsabilidade, que é
esta campanha de desarmamento da população ordeira, visto que os marginais
{e não cidadãos,como aquele gaúcho falava, sem ofensa aos meus irmãos do
sul!}estão mais armados {granadas, minas terrestres, lançadores de
foguetes, etc} e atrevidos do que nunca, ditando regras e horários,
decidindo quem vive ou morre impunemente! Começo a achar
que, mesmo debochadamente, minha filha menor começa a ter razão quando diz
que vai para Kiribaiti!
Nome:
Sixsat
Data:
30/10/2005
E-mail:
Profissão:
Assunto: Me ajude mais uma vez
Alberto Afonso:
Como já te escrevi em um momento muito difícil, o sr. Me ajudou... nunca
imaginei esta situação e hoje observando seu site é bem visitado por
policiais da ativa e aposentados, bem aí vem eu novamente te incomodar. Na
última visita meu filho me informou que na casa de custódia Pedro Mello,
aqui no RJ, amanhã os presos irão reivindicar melhorias: assistência
jurídica, médico, alimentação; a quentinha chega azeda, eu presenciei uma
quentinha aberta para qualquer cachorro comer e nem sequer foi tocada, ou
seja, irão entrar em greve de fome e o meu filho está apavorado. Construí
todo um perfil sanguinário para que seja respeitado e eu me comparo a vilã
da novela das 20:00 hs Djanira Pimenta. Hoje eu sei que para chamar a
atenção as vezes alguns têm que ser sacrificados “é o sistema”, tento
passar para o grupo que a sociedade está pouco se lixando se eles comem
comida estragada. Se seus direitos são violados a sociedade quer esquecer
que esiste uma população carcerária, que os presídios estão em péssimas
condições com ratos e baratas. A realidade esta é a nossa vingança, onde
estão os nossos direitos quando um bandido invade a nossa casa; bem, esta
é a minha situação atual, lido com um bando de cabeças ocas, já não sei de
que lado eu estou, os meninos me pediram ajuda para que eu denunciasse.
Mas como eu faço, sei que é para a comissão dos direitos humanos com um
abaixo-assinado? Ou coisa pareceida?
Por favor, me dê mais uma luz mais uma vez! Se não responder eu vou
entender.
Um abraço.
Resposta
Prezada...
A administração carcerária compete ao Poder Executivo. Não sei aí no Rio
de Janeiro a qual secretaria essa administração está ligada. Só para dar
um indicação, aqui no Rio Grande do Sul a administração está vinculada à
Secretaria de Segurança Pública. Um alternativa, desta maneira, seria
procurar a Secretaria de Estado à qual a administração prisional está
ligada e encaminhar as reclamações, pois alguns fatos ocorridos em
presídios não são, sequer, do conhecimento da administração, que pode
encaminhar soluções em níveis administrativos.
Outra alternativa pode ser o encaminhamento da questão ao juiz titular da
Vara das Execuções Penais e ao Promotor Público que atua junto à referida
Vara. Eles têm competências para requerer do Estado o cumprimento das
garantias individuais previstas na Constituição Federal.
A procura por órgãos que atuam na defesa dos direitos humanos é uma outra
alternativa, visto que através deles os responsáveis junto ao poder
público podem ser contactados com maior facilidade para se inteirarem dos
problemas que relatas.
Um abraço.
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